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quinta-feira, 14 de março de 2013

Vidas...

Se há altura em que estou perdida nesta vida é esta. A minha vida pessoal corre muito bem graças ao senhor. Mas como isto não é um mar de rosas o outro lado,o de realização e afirmação profissional está na rua da amargura. Não tenho certeza de nada, nem do quero fazer, nem do que gosto de fazer. E depois há o dinheiro e o tempo esse grave entrave a qualquer formação à maneira que queira fazer.
Toda a gente diz que não se pode ficar estática à espera que as coisas aconteçam, e isso sei eu, mas não era mau aparecer uma luz divina só para me apontar o caminho como nos jogos de carros. Eu juro que fazia o resto, corria atrás e trabalhava mais que toda a gente, mas p´la amor da santa uma luzinha vá lá. 
O meu trabalho tem os dias contados, não vou saltar fora porque o ordenado é bom e enquanto puder sacar mais algum melhor, mais fica do lado de cá. Mas há que pensar em hipóteses. Certezas actualmente não tenho muitas, basicamente as minhas certezas passam pelo facto de eu não gostar do que faço agora e saber que não é por isto que passa a minha vida. Também acho que sou mais sedenta de criatividade do que alguma vez pensei. Gosto de ter contacto com as pessoas e gosto de ver as minhas ideias espelhadas no meu trabalho. Isso eu sei. Agora mais do que isto, está difícil. Eu tento afastar a ideia que não sou especialmente dotada para nada, porque tenho medo de começar a acreditar nisso.
Pronto e é assim que vai a minha vida, espero que chegue rápido a altura de arriscar, a altura de me encostar(em) à parede. Porque outra coisa que eu sei sobre mim é exactamente essa, eu tomo as decisões normalmente acertadas sempre com alguma (bastante) precipitação a comprovar isso temos  algumas viagens, o meu carro e a minha casa, foi sempre qualquer coisa do género " Olha aluguei uma casa!", " Ontem não vi nenhum que gostasse, mas hoje já comprei o carro!". 
Enquanto isso não acontece vamos aguardar...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Pensamento do dia

Existem pessoas com um carácter de merda.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Vidas...



Acredito mesmo que sim, e a verdade é que me dá alguma paz de espirito pensar assim. Mesmo sabendo que ás vezes não é aquilo que se deve desejar, mas pronto, eu nunca disse que era santa.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Vidas...





Cuskisses

As minhas maratonas de quilómetros são (quase) sempre seguidas de uma manhã normal, sem reuniões a começarem às 9h, com correrias contra o trânsito e gincanas para contornar zonas críticas e com cabeça lotada com pedidos de tudo e mais alguma coisa.
Começam com a calma que gosto, com o pequeno-almoço simples que não gosto (o que eu queria mesmo era o pequeno almoço das novelas brasileiras), a acordar devagarinho o cão que amo (ele já está acordado e salta-me para as pernas, quando eu ainda só pestanejei três vezes depois de acordar), o amantizado mais adorável (que normalmente fica a dormir, o que põe com uma inveja do caraças) que a vida me podia ter dado, e hoje, cheia de sorte, até com este sol lindo a entrar pelas janelas desta nossa doce casa.
Mesmo sabendo que daqui a uns minutos entro em modo Coelho da Alice, gosto deste privilégio de poder começar algumas manhãs assim, na maior agitação do mundo, com o melhor do meu mundo, o coração sereno e a cabeça ocupada com todas as coisas que não me fazem realmente feliz (trabalho)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Pensamento do dia

Durante um dia eu gostava de dizer ás pessoas tudo o que penso delas. Bastava um dia. Desconfio que depois disso o Victan faria parte do passado.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vidas...

Eu não me acho uma pessoa própriamente acanhada, com o passar dos anos cada vez falo mais.
Converso com quem conheci à 5 minutos com descontracção, meto conversa no elevador, dou trela à conversa dos velhotes e a quem faz festas no meu cão. Eu sei perfeitamente de onde herdei isto.  È verdade que as pessoas não saem ás pedras da calçada e já que não fiquei com os genes da "mão para os doces" herdei uma língua incansável.
Obviamente se há pessoas que gostam de mim assim, outras, é exactamente por isto não vão à bola comigo, é legitimo.
Graças a jesus o Fields não é o típico namorado ciumento que resmunga com o comprimento da saia, muito pelo o contrário ele é o 1º a incentivar-me a reduzir uns centímetros à mesma. Estaria tramado se fizesse cara feia a cada piada que eu mando ou  cada conversa que tenho mais acelerada com alguém, para mim ia ser muito triste. Sim, porque isto de represálias matrimoniais ficaram lá para trás nos tempos maus.
Cada casal gere os ciúmes à sua maneira eu sei, mas a propósito do que eu vi à uns dias, deve ser do caraças ser uma pessoa que fala pelos cotovelos (muito mais do que eu) , conhece meio mundo e namora à uns largos anos com mesma rapariga e  mesmo assim ainda tem que levar com a fronha amarfanhada da namorada cada vez que está bem disposto e contente e....falador. Isto para mim não são ciúmes simplesmente são uma total e completa incompreensão do outro, uma falta de paciência, enfim....deve ser uma canseira ser-se assim. E mais, e disso eu não tenho dúvidas, quem tem este tipo de comportamentos só fica assim lixado por sabe com elas se fazem, e tem pensamentos muito piores do que o pobre do namorado que só está a ser como é todos os dias, bem disposto e  falador.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cenas...

Detesto organizar coisas com mais pessoas, assim como sempre gostei mais de trabalhos e actividades individuais. Não porque sou um bicho ou tenho mau feitio simplesmente detesto estar dependente dos outros para fazer as alguma coisa. Irrita-me que as pessoas não contribuam unicamente com 10 minutos do seu dia para , neste caso, escreverem 3 linhas.
E depois chamam-me chata porque eu vou insistindo mas caramba são só 3 linhas!
Só para acabar o desabafo espero que a Grécia vá à vida hoje. Eu sei que isto deve ser a única alegria que aquela gente tem ultimamente mas eu não consegui ultrapassar o Euro 2004. É, eu sou assim, rancorosa.

Vidas...

O prédio onde vivo está a sofrer uma remodelação de fachada, obra que vai durar 3 longos meses (a correr bem). 3 meses de andaimes, trolhas, janelas fechadas, enfim tudo aquilo que uma obra acarreta. Mas veio em boa hora porque o prédio estava mesmo a precisar, a minha única dúvida é se a escolha de empresa/encarregados foi a melhor.
Hoje de manhã, enquanto estavam mesmo do outro lado da janela do quarto ouvi um deles a insinuar que o colega tinha medo de alturas. Se somarmos a isto a afirmação que outro trabalhador fez à dias a realçar o facto de nunca terem trabalho num projecto daquela dimensão assusta-me um bocado, é que o edifício só tem 3 andares...
Já os receios da minha vizinha são bem maiores que os meus. Ela tem medo do senhor ucraniano que lá trabalha, ao ponto de não gostar de ficar sozinha em casa, assim só porque sim.
Mas os medos não se explicam, cada um com o seu. Confesso que também tenho algum receio dela. Uma mulher de 45 anos que se veste normalmente, que tem dois filhos crescidos e tem um piercing grande na sobrancelha e diz muitos palavrões a pessoas que não conhece (eu) também me provoca alguma miúfa.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Pensamento do dia

Cada vez mais me chateia aquele conceito do "vive a vida, cada segundo, cada momento ao máximo". De um momento para o outro não sei bem quando, as pessoas começaram a ser bombardeadas com este tipo de campanha. Eu acho muitíssimo bem que todos nós aproveitemos o que a vida nos tem para oferecer, mas não vamos exagerar na ideia do "aproveita cada segundo", é que realmente acaba por ser stressante.
Ás vezes dou por mim a pensar nisto, a pensar se estarei a aproveitar a vida desta forma. Não é fácil não deixar sonhos para trás, não é fácil viver apenas segundo as nossas regras, e não é fácil não deixarmos envelhecer o espírito.
Miúdos que crescem a ouvir isto por todoooooo lado têm que ser uns eternos descontentes. Diz-se  que esta geração não dá valor a nada, eu acho está relacionado com este tipo de ideias de "viver tudo intensamente", é impossível satisfazer pessoas que têm que viver tudo.
O António Feio quando morreu, deixou a frase "Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros, apreciem cada momento e agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer... " que é muito bonita e cheia de sentimento mas...é treta.
Quando eu for embora, quando alguém que me é querido for embora vai sempre haver algo por dizer, por fazer, por aproveitar.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Vidas...

Eu digo isto várias vezes mas não me canso de repetir, a vida é toda feita ao contrário, nós trabalhamos muito mais do que aquilo que era suposto. Se eu saio de casa ás 8H30 e chego ás 19h45, se durmo normalmente 8 horas (vou em 19 horas), se tenho que ir aos meus sogros, se tenho que estar com os meus pais, se não posso descuidar totalmente alguns amigos, se tenho de passear e tratar do xis, se tenho de fazer coisas em casa, se tenho de dar atenção ao meu Fields, e mais umas coisas pelo meio, quando é que eu tenho tempo única e exclusivamente para mim? Como é que volta e meia me vão falando em filhos? E mais importante de tudo....como é que as outras mulheres conseguem?
Eu tenho a certeza que isto não é nada mais nada menos da forma como se olha a vida, a descontracção com que se fazem as coisas. E basicamente é aí é que a porca torce o rabo. É que eu sou nervosinha, eu gosto de fazer tudo e ter tempo para fazer aquilo que eu quero, e não ando a conseguir porque tenho sempre coisas para fazer ou pessoas com quem estar. Neste momento não tenho clareza suficiente para me acalmar e fazer tudo sem stressar.
Para juntar a isso enquanto trabalho tenho que levar com um "barulho" imensamente irritante que me dá cabo do estado de espirito e da paciência.
Em resumo, o melhor momento do meu dia tem sido os 5 minutos em que vamos para a cama e eu consigo ficar acordada. Tenho a certeza que para a semana, depois de um fim-de-semana passado à nossa maneira eu vou ficar muito mais descansada e liberta mas até lá vou-me marterizar com a ideia que não tenho tempo e nem espaço para fazer o que eu quero.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Vontades...

Hoje apetecia-me sair do trabalho e ir ao Mamma Mia. Depois do jantar fazia a digestão com uma voltinha na Junqueira e aproveitava assim a luz do dia  que chegava ás nove e tal da noite. Só de casaco de malha e lenço ao pescoço.
Pena não estarmos em Junho, e pena que o Mamma Mia tenha fechado.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vidas...

Há dias em que não consigo controlar o meu lado hipocondriaco e o único pensamento que invade a cabeça é "Joaninha é hoje que vais com o circo".
Tanta coisa boa para pensar e nada, tudo fica mal. Coração, costas, peito tudo fica assim desconsertado e a querer fugir cada um para o seu lado. E aqui estou eu, o dia todo, a semana toda a pegar em cada órgão e a mete-lo na ordem cá dentro á força, ao mesmo tempo que ocupo o meu cérebro com pensamentos felizes.
Digo-vos, não é tarefa fácil.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pensamento do dia

Reparei que estava com uns seguidores a menos, confesso que me entristece, mas eu compreendo. Honestamente eu não sei se seguiria este blog se não foi escrito por mim.
Obrigada aos que vão ficando por aí.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Pensamento do dia

Sinceramente eu acho que não sou uma pessoa competitiva. Então em jogos não sou mesmo. A outra equipa pode-me estar a dar grande baile que não me dá aquele nervoso miudinho sequer.
O único sítio em que eu posso competir é na passadeira no ginásio, passo a explicar. Eu vou sozinha e quem anda neste tipo de sítios sabe como pode ser monótono.Se há dias que eu estou com os meus pensamentos ou outros que a tv me prende o olhinho, há alturas em que eu faço competições imaginárias com a pessoa que está ao meu lado. Ela coitada, sem saber corre na vidinha dela e eu começo a olhar para os tempos e velocidade e tento acompanhar. No trabalho também não tenho grande carga competitiva porque lá está,  eu trabalho praticamente sozinha.
A competição é uma cena que me assiste pouco sinceramente, muito menos na minha vida pessoal.
Das coisas mais tristes que pode existir são pessoas que competem a nível pessoal. Pessoas sem personalidade e auto estima suficiente para gerirem a própria vida segundo as suas próprias vontades. Andam sempre empurradas por atitudes alheias e fazer comparações de valor. 
Decididamente eu não sou a melhor pessoa do mundo, não tenho a vida mais feliz do mundo, não tenho o emprego melhor do mundo, nem tão pouco a relação melhor de todos os tempos, mas tenho a minha vida, e ela é minha e só minha. é baseada nas minhas decisões e influenciada pelas pessoas de quem gosto. Não é baseada nas vivências dos outros e influenciada pela minha vontade.
.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Depressa e bem há pouco quem

Se há momentos em que  me sinto crescida porque tenho o meu trabalho e tenho as minhas coisas de gente adulta, há alturas em que vejo como sou tenrinha. Ainda me falta dar alguns murros na mesa, mas eu um dia chego lá. Devagarinho, porque nada na minha vida acontece muito rápido mas eu chego.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mais uma moeda, mais uma voltinha...

"A Federação Nacional de Professores (Fenprof) vai promover protestos a 16 de Setembro em todas as capitais de distrito do país contra o aumento do desemprego docente e a perspectiva de 37 mil professores ficarem de fora das escolas no próximo ano lectivo."


Este senhor da Fenprof que me desculpe, mas no meu ponto de vista o sr. é um asno. Não posso consigo nem à lei da bala. E embora a classe dos professores não me agrade particularmente acho que está extremamente mal representada. O sr. ainda vive no tempo em que o estado era "pai" e sustento.



Este objectivo da vossa luta é para mim dos melhores. Um director que acaba com a democracia e autonomia da escola? Ou um director que impõe metas e promove o enriquecimento de competências e não a inércia de quem já tem lugar cativo?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pegando num post alheio...

Eu compreendo que o que o senhor Américo Amorim disse no outro dia possa ser quase ofensivo para pessoas que tal como ele também trabalham.
Sem querer de modo algum defender o senhor da tamanha parvoíce e timing para a dizer, consigo perceber que deve ter havido ali uma confusão no discurso, ou então a idade avançada começa a falar mais alto, mas vamos pensar que não foi a idade.
EU, acho que o Sr. Amoim quando disse que não era rico estava a referir-se mesmo a dinheiro, cash vivo. Pronto também aqui a questão da riqueza é relativa, obviamente este senhor tem mais dinheiro na conta dele do que eu na minha, mas penso que quando ele diz que não é rico é porque está tudo aplicado em bens e património. E isso não é ser rico perguntam vocês? Sim é, mas aquilo deve-lhe ter saído em conversa julgo eu.
 Assim como quando diz que é trabalhador, eu interpretei como indignação de lhe irem buscar uns trocos ao bolso só porque sim, só porque ele ganhou muito dinheiro a trabalhar e acredito piamente que muito. Se é justo não sei bem, parece-me um bocado comunista, e sabe Deus que nesse aspecto eu fujo deles (dos vermelhos) como do diabo da cruz.
Se pensarmos que este senhor trabalhou a vida inteira, foi mais perspicaz que os outros todos, conseguiu estar sempre um passo à frente e agora tem de pagar por isso, enquanto que aos do bairro social que ganham o subsídio de subsistência ninguém lhes tira nada por eles não fazerem nenhum, também não é justo.
Mas Sr. Américo vamos lá ajudar aqui a malta porque de certeza que no meio de tanto trabalho também houve alguma sorte e algum dinheiro a cair-lhe no bolso vindo do céu, uma mão lava a outra sim?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Adeus Verão, já foste.

Hoje à hora de almoço quando estacionei o carro e me dirigi para casa senti aquele friozinho típico que sinto todos os anos.
Quando andava na faculdade as minha aulas começavam muito tarde, mesmo fim de Setembro início de Outubro, obviamente eu aproveitava a praia até ao último minuto.
Então, naqueles dias em que a praia já praticamente não tinha ninguém, em que  o sol já estava a ficar oco, já sem calor eu estava lá a sugar cada raio por mais fraquinho que fosse. O quê que acontecia? Embora o dia estivesse bonito o frio já aparecia, mesmo sendo uma da tarde, na volta corria assim uma aragem que já avisava o que aí vinha.
Hoje não senti isso atrás de um paravento mas senti. A partir de agora vai dar para fazer praia ou piscina mas já não vai ser igual, pelo menos para mim.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Vidas...

Com o tempo estou a aprender a não fazer grandes juízos de valor sobre pessoas que conheço. Já está mais que visto que cada pessoa não é para mim o que é para outros, e muito menos é para mim o que é dentro de quatro paredes para alguém.

Não estou com isto a dizer que apanhei alguma desilusão ou facada, longe disso. Ao contrário da maioria das pessoas eu não tenho histórias trágicas de amigos que me viraram as costas ou me chamaram de puta. Provavelmente alguns chamaram mas eu nunca soube e estou bem satisfeita com isso.

Simplesmente já não ponho as mãos no fogo por ninguém como antes, em que eu acreditava meeeeeesmo que aquilo que eu estava a ouvir não podia ter sido feito por aquela pessoa porque eu conheci-a e ela não era assim.

Ninguém tem de ser igual para um namorado, para a família e para os amigos, uma pessoa vai-se moldando a estes grupos. Mesmo sabendo isto sentimo-nos desconfortáveis quando vemos/sabemos uma pessoa no seio de outro grupo que não o nosso reagir de forma diferente e daí fazermos os juízos que passam muitas vezes pela falsidade e pelas duas caras.